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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Os 10 mandamentos do Email

Em nossas terras, o primeiro veículo de Comunicação institucional foi inaugurado pelo grande Agente da Passiva da história, Sr. Pero Vaz de Caminha, através de uma carta que deve ter demorado uns quatro meses para chegar até o Rei. A partir daí muitos pombos-correios cruzaram os céus levando as mais diversas missivas de guerra e de amor; como também muitos pregoeiros anunciaram seus produtos pelas esquinas, no grito.

Cartas e carteiros começaram a caminhar até seus destinatários, passo a passo.  Até que um belo dia surgiu por aqui o jornal, o jornaleiro e o jornalista; imprensa, opinião pública e reportagem. Depois veio a radiodifusão com seus artistas, programas de auditório e um sucesso nunca antes visto, tudo ao vivo.
Eis que num estalar de transistores – em Videotape - surge a televisão, e há um tempinho, para dar a este veículo o imediatismo necessário, surgem os satélites e a nossa Embratel.

Bem, acho que já fica claro que para a Comunicação existem diversos objetivos, como: amplitude de audiência, compreensão da mensagem, simplificação do código, facilidade de acesso ao canal, diminuição de ruídos, etc. Porém, a sua busca fundamental é por velocidade.


 Assim, chegamos à internet. E para entramos mais em nosso assunto preferido, que é Comunicação Interna, nos deparamos com o popular, E-mail. Uma ferramenta de Comunicação extraordinária, de velocidade incrível e com possibilidades inúmeras de contatos entre o receptor e o emissor da mensagem. Além de possuir características de formalidade e informalidade ao mesmo tempo, pois quem dá essa percepção é a circunstância em que a mensagem está envolvida.

Arrisco dizer que todas as empresas do mundo, hoje, mantenham algum nível de Comunicação entre seu público interno através de E-mail; em algum momento, de alguma forma, por algum motivo. Mas também acredito que pouquíssimas empresas, no mundo, se preocupem, trabalhem e valorizem este admirável veículo com a importância que ele tem.

Em minha opinião, quando o assunto é Comunicação nada se inicia do 80, tudo tem que começar no 8. Então, como estamos bastante defasados em relação à atenção ao uso do E-mail nas empresas, não adianta queremos rezar uma missa inteira agora, precisamos começar lá atrás, nos 10 mandamentos:

I – E-mails profissionais precisam ser respondidos no momento em que são vistos.
II – Antes de discordar de algo relatado em um E-mail, leia o histórico das mensagens.
III – Não organizar E-mails por assuntos é pecado mortal.
IV – Pense duas vezes antes de negar uma informação que alguém diz ser sua, e que pode comprovar através de E-mail enviado por você.
V – Não perca tempo se angustiando com sua Caixa de Entrada, perca tempo a esvaziando.
VI – Antes de enviar um E-mail nunca deixe de revisar os endereços que o receberão.
VII – Excluir E-mails, definitivamente, pode lhe conduzir a um inferno nunca visitado antes.
VIII – Por maior que seja a intimidade, E-mails profissionais precisam de formalidade para serem compreendidos totalmente.
IX – Honrar data e horário, sempre.

X – Não menospreze nenhuma palavra, logo, nunca pratique leitura diagonal em um E-mail profissional. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Luz, Câmera e Antecipação da Informação!

Muitas vezes, no universo do cinema, a pré-estreia é decisiva para uma boa bilheteria. Pois é ela que, quando bem planejada, cria uma aura de curiosidade e glamour quase que irresistível, e que acaba nos conduzindo a assistir o “tal” filme em cartaz. Artistas, críticos, celebridades, jornalistas e mais um batalhão de VIPs são o público-alvo que recebem o privilégio de entrarem em contato com algo, no caso um filme, antes de todos; justamente para que esses despertem para o novo que vem por aí.

No Endomarketing, a coisa funciona também desta maneira, ou melhor, deveria funcionar. Pois muitos planejamentos atentam para todos os detalhes, até os mínimos, mas, acabam negligenciando a antecipação de informações para as lideranças.

E é possível compreender facilmente a razão disso, pois em muitos casos, o planejamento não comporta esta antecipação. Sendo necessária, quase sempre, a criação de um pré-projeto. Mas como somos brasileiros, não é difícil constatar que nossa cultura nunca foi muito íntima da previsibilidade. Porém, já está mais do que na hora de ajustarmos esse nosso “pecado original”.

Toda a liderança de uma empresa precisa receber informações de maneira antecipada, em relação ao público interno. Só assim ela terá condições de desempenhar uma de suas maiores funções, que é conduzir e contribuir para que a comunicação aconteça de forma fluida, e assim o projeto em questão alcance seus objetivos.

Normalmente, projetos de Endomarketing trazem uma relativa carga de complexidade em seu planejamento e execução, logo, desenvolver essa antecipação de informações agrega mais complexidade ao planejamento. Pois essa antecipação não pode ser feita de forma dissociada ao projeto, ela precisa cumprir, atender e obedecer a todos os parâmetros de criação e execução que o projeto traz em si.

Traduzindo e exemplificando: um suposto projeto que terá como objetivo a divulgação de um novo serviço a ser disposto na intranet, e terá como abordagem conceitual o mundo do cinema (só para mantermos o assunto que iniciou o artigo); utilizando material impresso simulando convites de cinema e atores realizando esquetes para convidar os funcionários a visitarem este novo espaço da intranet. Sendo que este projeto tem o elemento surpresa como fator decisivo em sua execução.

Pois bem, a antecipação dessa ação para os líderes da empresa não pode ser feita de uma forma tradicional, com cheiro de reunião de diretoria. Ela precisa seguir os mesmos aspectos planejados para o público interno, mas, é claro, não tendo a mesma execução. Para também exemplificar, posso dizer que esta antecipação para a liderança pode ser iniciada também com um esquete feita por atores, nesse caso, mostrando o lado do diretor de cinema e todo o trabalho que ele tem em conduzir os atores no set de filmagem (mostrando como eles devem direcionar os membros de sua equipe para o novo serviço da intranet). E, de acordo com a verba, alguns baldes de pipoca para os líderes seria o arremate perfeito.


Somente depois que essa antecipação fosse realizada é que o público interno da empresa estaria preparado para: Luz! Câmera! E ação, para a ação!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Comunicação Interna sem Endomarketing = Queijo sem Goiabada

Muitas empresas, atualmente, partem direto para a criação de um setor de Comunicação interna; sem atentarem para todos os itens que compõem o processo gerencial de Endomarketing e sua importância.

Aí, pensamos: antes pouco do que nada. E não percebemos o grande problema que podemos estar plantando em nosso próprio chão. E, de acordo com outro ditado popular: uma hora teremos que colher o que plantamos. Assim, teremos um público muito bem informado, mas, sem saber o que fazer com essas informações. Quase uma sala de espelhos, onde só existe entendimento, e nenhuma ação concreta. Além de algumas leves distorcidas no que se vê...

Basicamente, um setor de Comunicação interna atuando de maneira independente do Endomarketing não tem condições de alcançar um posicionamento real em relação à empresa e seus funcionários. Logo, o que ela faz é somente informar e, quase sempre, através de publicidade corporativa (cartazes, folders, banners, newsletters, etc.). E só.

Imagine o que seria da publicidade sem o marketing. Imagine gastar uma fortuna em um anúncio sem antes testá-lo nas praças, sem antes saber a participação de sua marca/produto no mercado? Ou então sem ter uma pesquisa de opinião que lhe mostre o que seu público-alvo deseja; ou melhor, sem nem saber quem é o seu público-alvo? Enfim, para falar você precisa saber o que falar e, principalmente, como falar. E quem diz isso, no âmbito interno, é o Endomarketing.

Pois é ele quem “investiga” a cultura da empresa para poder solucioná-la todos os dias, afinal, toda cultura é orgânica e se altera constantemente; e a comunicação, ou utiliza seu tempo para desenvolver esse exaustivo processo ou usa seu tempo para comunicar. Fazer as duas coisas... impossível. Afinal, estamos falando de pessoas, e já sabemos que a subjetividade é nossa fiel companheira nesse caminho. 
E o que podemos dizer para a Empresa que possui somente um setor de Comunicação interna? A iniciativa é boa, mas não basta para alcançar tudo o que você espera. Pois o que você tem é um setor que comunica, mas que faz isso na base do grito, na imensa maioria das vezes.

E quando falo no grito, é querendo dizer que fala sem as sutilezas subjetivas necessárias para que, além de informar, também se alcance alinhamento, motivação, posicionamento e engajamento.

Logo, nem adianta, digníssima Empresa, vir com argumentos dizendo que sua Comunicação interna é especial e que consegue fazer tudo isso. A não ser que seus funcionários tenham a capacidade de assoviar, chupar cana e ainda bater palmas para si mesmos... Mas, aí estamos falando de um circo! E até um circo que se preze necessita de Endomarketing. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Portfólio – O Nosso Baú de Memórias

Sem a memória não somos nada.

Li essa frase em algum lugar e nunca mais saiu de minha... memória. E realmente, sem a memória não conseguimos pensar, não conseguimos achar ou perder qualquer coisa. Não conseguimos nos alimentar, nem rir e nem chorar. Pois sem a memória nem o mais dos altivos sentimentos tem sentido, é como uma bola de ping-pong quicando em uma sala vazia sem fazer som. Realmente, sem memória não somos nada. 
E para sairmos um pouco dessa filosofia toda e entrarmos em nossa área preferida, o Endomarketing e a Comunicação interna, posso afirmar que sem um bom e organizado portfólio (arquivo material dos trabalhos já efetivados) até podemos ter todos os nossos objetivos cumpridos, mas não temos legitimidade.

Todo setor de comunicação, seja interna ou externa, precisa de um portfólio. Pois será ele que deixará claro e evidente o posicionamento da empresa, seja ele muito bem definido e institucionalizado ou não. Um portfólio também é um ótimo conselheiro a novos funcionários, quando ficam diante daquelas dúvidas cruéis, do tipo, será que já foi usado esse azul e será que ele vai se confundir com a logo? Será que os funcionários vão entender essa palavra, será que já foi usada?

Outra função do portfólio é nos salvar do inconsciente coletivo, um conceito mental muito estranho, mas conhecido intimamente por todos os profissionais de comunicação. E para quem não entende muito bem sobre ele, é aquela coisa estranha que tenta explicar quando você cria algo totalmente novo, abre o jornal no dia seguinte e vê a sua ideia todinha ali.

O trabalho de Comunicação precisa de legitimidade, pois, se não for desse jeito, qual a diferença entre este setor e a contabilidade (sem pejorativo algum para com os contadores)? Ambos setores possuem sua importância, mas a comunicação precisa ser legítima para ser uma realidade, enquanto a contabilidade não, ela pode ser uma reprodução. E para dar legitimidade à Comunicação, somente o portfólio. Ele é o baú do tesouro de todo profissional da comunicação, porque é nele que está guardada para a eternidade toda a satisfação de participação em um determinado trabalho. E isso me faz lembrar uma nova função sua: a de fomentar o orgulho de pertencimento.

Enfim, todo portfólio conta histórias incríveis, pois ele é a memória viva do setor. Sem um bom portfólio qualquer setor de Comunicação é nada.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Leia e Relaxe: Sala de Descompressão

Nesse mundo louco em que estamos quem trabalha são... pessoas. E pessoas estressadas, cansadas, não trabalham. Básico e simples assim.

E não pensem as empresas que só por que seu funcionário está ali, sentado em sua estação de trabalho que ele está trabalhando. Pode até estar parecendo que realmente está acontecendo um bom trabalho ali, mas, na verdade, pode não estar acontecendo nem 1/3 do que poderia ou deveria. Pois um funcionário cansado, estressado, com milhões de problemas na cabeça não produz o que conseguiria ou, pelo menos, não produz o equivalente ao qual foi contratado.

Muitas empresas observam as salas de descompressão como algo fora das possibilidades, algo que irá dispersar, mimar os funcionários ou que irá diminuir os níveis de produtividade. Para essas empresas só posso falar uma coisa: Maquiavel já passou! É coisa de outro mundo que ficou para trás!

Hoje, servimos e fabricamos para humanos, por humanos. E a não ser que você, Empresa, não se importe muito com baixa produtividade, alta rotatividade e, com isso, aumento de seus encargos... tudo bem. Continue tratando seus funcionários como o inimigo, como o exército adversário muito bem retratado no “O Príncipe”, de Maquiavel.

Agora, cortando todos os adjetivos e indo direto ao objetivo: se sua intenção é o aumento de lucro, proporcionado pelo aumento de comprometimento em todos os sentidos de seus funcionários, invista em uma sala de descompressão. A hora é essa!

Observando as necessidades biológicas de descanso, mentais, físicas e até espirituais, algumas (poucas) empresas apresentam em suas salas: sofás confortáveis, divãs, mesas de massagens e massagistas, aparelhos de ginástica, máquinas de café e sucos, televisão, jornais e revistas, iluminação especial, entre outras coisas que podem ir para o mais simples ou para o muito mais sofisticado como: aulas de idiomas, dança e canto, fliperamas, aquários, espaços para meditação, biblioteca, espaços para leitura da Bíblia, videogames, poltronas de massagem automáticas e mais tudo o que a imaginação mandar.

Para finalizar, mostrando uns aspectos globais sobre o assunto, gostaria de informar que na China todas as empresas são obrigadas a liberarem seus funcionários em alguns períodos durante o expediente diário, o que é chamado de xiu-xi, e essa é uma dever previsto na Constituição. E também a NASA fez uma pesquisa que constatou que 40 minutos de descanso em meio a uma jornada de trabalho aumenta a produtividade das pessoas em 34%. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

No meio do Mural tinha uma pedra...

Sempre que estou diante de um mural me volta à boca o gosto de Mirabel. E quem não conhece o que é um Mirabel, infelizmente, não sabe o que perdeu. Pois ele foi o avô do biscoito wafer, quando lá pelos idos da década de 80 ainda nem sabíamos pronunciar a palavra wafer.
 Mas acho que esse gosto me vem à memória por conta do ambiente em que estavam inseridos os murais em minha vida, a escola primária. E depois dela, nunca mais observei um mural com atenção, dando a devida importância que ele poderia ter, ou melhor, as suas informações afixadas.

E a partir da minha memória é que defino: um mural para funcionar plenamente precisa ter informações fantásticas, estupendas, extraordinárias, incríveis, maravilhosas e por aí vai. Sem ser desta forma, um mural sempre acaba se tornando uma natureza morta, um quadro daqueles de canto de cozinha, bem engordurados.
 
Afinal, em uma época em que o conforto é acionado nas pontas dos dedos, ficar de pé na frente de uma parede olhando para um quadro, é dose. E o melhor, lendo atentamente a papéis na maioria com fonte 12, é demais para nós, seres tecnologicamente velozes. Concorda?

Por isso, evite o mural. Use todos os argumentos possíveis para banir esta peça de museu de sua empresa. Pois é só mesmo em museus que ficar de pé em frente a paredes funciona até hoje.

Mas, se mesmo assim, for inevitável a implantação de um quadro-mural, respire fundo e siga. Mas vá por caminhos ainda não percorridos em sua empresa, jogue com a surpresa. Durante uma semana deixe o mural totalmente vermelho, em outra, totalmente verde e por aí vai. Em um dia coloque luzes de LED piscando, em outro, pendure amostras de perfume, em outro, cole balas e pirulitos, em outro, coloque plantas, em outro, fixe desenhos e pinturas, em outro, jogue água, em outro, queime pedaços dos informativos, em outro, cubra ele de jornal.

Modifique também o ambiente ao redor deste mural, coloque cadeiras, café, terminal de computador, uma coleção de vassouras, pedras no chão, uma pessoa trabalhando, um aquário, uma caixa de som ou uma goteira no teto.

Enfim, conceitue seu mural a partir do inusitado, do divertido e do inesperado. Só assim ele será um veiculo de comunicação entre os funcionários e a empresa. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Promoção do dia: leia aqui e ganhe um artigo novinho!

Promoções são sempre bem-vindas, sejam para participar ou desenvolver. Para participar é simples, basta que o prêmio lhe interesse, agora, para desenvolver já são outros 500, 1000, 500000 e por aí vai.
 Promoções são aquelas ações que buscam promover a motivação, exclusivamente. Mas também podem ajudar você a conhecer o nível de engajamento dos funcionários, pois pessoas desengajadas não participam de promoções internas. E esse é um conceito valioso, para nunca mais ser esquecido. E que até pode ser aplicado como uma nova modalidade de pesquisa.

Quando for desenvolver uma promoção internamente, pense. Pense de novo; e pense mais uma vez. Pois qualquer palavra mal empregada, qualquer premiação fora de contexto ou qualquer desenvolvimento (em etapas) confuso pode lhe perseguir para o resto da vida, em forma de apelidos e associações criativamente maldosas feitas por parte dos funcionários envolvidos. Afinal, a promoção é uma ação bastante séria, mas que para ocorrer precisa de uma boa dose de imaginação e descontração. E é, justamente, aí que mora o perigo.

Nunca se deixe levar somente pela criação de uma promoção, por mais que isso seja difícil, pois sempre é um barato criar e desenvolver o seu conceito e esquema de funcionamento. Por isso, o foco de quem a está executando nunca deve sair do objetivo final que, como já falei, sempre deve estar intimamente ligado à motivação.

Outro cuidado importantíssimo é com os direitos autorais, direitos de imagem e com a propriedade intelectual. Por isso, nunca se esqueça de convocar o departamento jurídico para participar deste momento de criação. Pois já vi muita promoção genial sendo apagada às pressas, como um incêndio em um depósito de isopor, justamente por não ter dado a importância necessária aos limites jurídicos instituídos.

Ainda mais nesses tempos de You Tube, quando muitos departamentos de Comunicação Interna desenvolvem promoções que devem ser postadas na internet; e somente depois de toda a divulgação feita é que percebem que não fizeram um texto legal informando que não seria permitida a utilização de músicas, vídeos ou imagens de propriedade de outras pessoas. E que a empresa não se responsabiliza por eventuais manifestações, opiniões ou comentários publicados. Etc. Etc. Etc. Por isso, tenha sempre um advogado por perto quando o assunto é promoção.

No mais, para tudo sair de acordo com o planejado, solte a sua vontade de se comunicar com todos os funcionários de uma forma diferente. E nunca se esqueça da importância da palavra “todos” da frase anterior. Pois não há ação que mais agregue as pessoas como uma promoção, mas que também as faça dispersar entre si. E o mais interessante, movidas por um sentimento de raiva, de fúria ou sede de justiça nunca antes imaginado!

Por que basta uma ingênua desconfiança pairando no ar ou algum setor ou pessoa ser esquecida, ou propositalmente excluída de uma ação como essa, para que tudo (quando digo tudo, é tudo mesmo!) se volte contra você próprio.

Portanto, para uma promoção suculentamente de sucesso os ingredientes da receita são: cuidado, atenção, criatividade, delicadeza e o principal, honestidade transparente. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Públicos e Linguagens

Basicamente, em termos gerais, o Endomarketing não faz distinções. Todos são tratados da mesma forma, aquele que acabou de ter sua carteira assinada receberá a mesma comunicação interna daquele que já entra sem bater na porta do gestor. 
Com a ressalva das comunicações voltadas aos líderes ou com teor técnico exclusivamente, todas as outras devem obedecer a seguinte lei: devem ser voltadas às mulheres, aos que preferem as mulheres, aos que não preferem as mulheres e aos que preferem ser mulheres. Desse jeito fica bem clara nossa audiência, o alcance e a abrangência que a Comunicação Interna deve ter.

E essa é uma das premissas decisivas para o sucesso do setor, pois não há nada que imponha mais barreiras em uma relação, seja ela qual for, do que diferenças na comunicação ou no tratamento. Por isso, quem atua no Endomarketing precisa desenvolver um felling de psicólogo misturado com pai-de-santo com pitadas de taxista.

Precisa estar aberto a qualquer pessoa, em qualquer momento sob qualquer aspecto. Pois atitudes que deem margem a uma interpretação errônea pode render imensos problemas em seu próprio trabalho (Diferentemente de um gestor financeiro, que pode ter seus arroubos de ignorância sabendo que isso não irá prejudicar seu “material” de trabalho, diretamente.).

As portas de um setor de Endomarketing só podem se fechar em momentos de criação, quando o planejamento de ações exigirem sigilo ou quando o quesito surpresa for decisivo. Fora isso, as portas e os ouvidos precisam estar abertos, disponíveis e interessados, para qualquer um.

Muitos profissionais de Comunicação interna e de Endomarketing caem em uma armadilha bem própria de um tempo já passado, que é a de adequar níveis de linguagem a níveis de cargos. Uma grande e antiquada bobeira, pois quando esse recurso se fazia necessário ainda não existia a internet.
Hoje, um site popular, de piadas, de informações, de receitas e até de sexo, é compreendido e atende a todas as classes sociais, em todas as idades. Sendo assim, quando tiver alguma dúvida se a linguagem utilizada internamente estará sendo entendida por todos os funcionários, vá até um portal de variedades e analise o estilo que a comunicação está assumindo. Este será o mesmo que você deve utilizar. Imagine seu banner, convite, cartaz, filipeta ou informativo sendo veiculado nesse espaço e trace um paralelo com os existentes lá. Simples assim, como o toque de um botão. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Integração de Novos Funcionários na Prática

Logo após publicar um artigo sobre Integração de novos funcionários, recebi um comentário (no Linkedin, infelizmente, pois se posso expressar minha preferência, todos os comentários seriam feitos aqui), retornando... o comentário em questão estava pedindo exemplos de ações, pois na teoria que havia exposto estava tudo ótimo, mas, na prática a coisa mudava de figura.


Pois bem, não quero decepcionar ninguém, mas também não quero iludir: na prática, em Endomarketing, tudo sempre muda de figura... Afinal, ainda não estamos surfando na crista da onda econômica mundial, e isso faz muita diferença nas verbas disponibilizadas com finalidades internas de comunicação, até no interior do Acre! Pode acreditar, infelizmente.

Por isso, não vou dar exemplos mirabolantes de ações, sugestões de kits de brindes infalíveis, vídeos institucionais com a locução do Lima Duarte ou folders repletos de dobras, facas e laminações, nada disso. Vamos rumo ao básico, que em muitas vezes é o mais indicado até mesmo para empresas de grande porte. Pois dessa forma ela já se apresenta em sua essência, sem perfumarias ou maquiagens.

O que um novo funcionário precisa é: saber onde está. O que um novo funcionário deseja é: ser tratado sem diferenciações.

Para a organização oferecer o que o funcionário precisa, é necessário que alguém explique a história da empresa em questão, sua evolução, o que ela oferece ao mercado, como é vista por este mesmo mercado, como ela se subdivide em setores e como estes setores se relacionam (nomes, cargos, e-mails e ramais).

Tudo isso precisa ser informado a partir de duas formas simultâneas: escrita, que pode ser através de um folder simples, mas necessariamente precisa ser algo que o funcionário traga junto de si (desta maneira, não vale indicar o local onde ele encontrará isso no site ou na intranet da empresa). E a outra forma de exposição, a oral, quando outro funcionário irá demonstrar todas as informações contidas no folder de maneira informal e responderá eventuais dúvidas.

Para complementar essa necessidade de integração, a de oferecer ao novo funcionário o conhecimento de onde ele está, é preciso anexar (ao material que falei anteriormente) o manual do funcionário. Um conjunto de normas e procedimentos individuais, que determinam o comportamento, as vestimentas, os horários, os benefícios, as obrigações, os direitos e deveres do funcionário, e as singularidades esperadas de sua conduta.

Agora, para completar este momento de integração é preciso oferecer o que o novo funcionário deseja, que é ser tratado sem diferenciação dos demais. E isso se obtém de um único jeito, o incluindo da forma mais rápida possível em todos os Canais de Comunicação disponíveis na empresa. Pois não existe nada que desintegre mais do que a diferenciação nos níveis de informação. Este novo funcionário precisa receber a mesma informação, no mesmo instante que todos os outros.

Estes são os passos práticos para uma integração eficiente, em qualquer empresa. Bem, passos práticos e simples, pois a partir desse fundamento podemos seguir em centenas de direções. Realizando eventos conceituais de boas-vindas tratando o momento atual da empresa com criatividade, desenvolvendo folders em que as informações sobre os setores estejam em páginas soltas e que devam ser buscadas nos próprios setores, criando assim quase uma gincana para preenchimento de informações, criação de um kit de papelaria especial para uso desse novo funcionário, implantação de um job rotation para que todos saibam não só a importância de sua função, mas também como ela se integra a outras e como todas juntas conseguem apresentar um produto ou serviço ao mercado, enfim, as opções são muitas. Assim como as razões para que se tenha um projeto sério de integração de novos funcionários, em qualquer empresa, de qualquer porte, a qualquer momento. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A Importância da Imagem na Comunicação Interna

Já tive a oportunidade de visitar algumas empresas que possuíam em todos os seus espaços, da sala de reuniões à sala de convivência, plotagens imensas com fotografias de pessoas. Banco de imagens gratuito, exploração do já visto várias vezes. Fracasso horripilante.

Já tive a oportunidade de passear em alguns trens fantasma. Em cada curva, mesmo sabendo que algo surpreendente irá acontecer, mesmo assim, é um susto novo. Monstros, fantasmas, vampiros, exploração do já visto várias vezes. Sucesso horripilante.

E desde já, vou sentindo muito pela analogia, mas a falta de cuidado que muitas empresas têm com o visual de seus materiais internos é de amedrontar até o Padre Quevedo. E o mais interessante é que muitas vezes, a empresa que não está dando a real importância para o seu visual interno é a mesma que possui um material publicitário de primeira, caprichado na aplicação de verniz e cheio de facas mirabolantes.

O problema é que este material impecável – voltado ao público externo - fica oco, sem embasamento de realidade, pois a mão que o está entregando, com certeza de um funcionário, não acredita naquilo tudo que está ali. E eis um grande ruído na comunicação, e o pior, entre o funcionário da linha de frente e o cliente.

Por isso é necessário haver um equilíbrio entre os conteúdos das comunicações de uma empresa, principalmente o estético. E é claro, quanto mais elevado for este nível melhor se terá a comunicação entre as partes envolvidas.

Outra questão importante desse aspecto é a busca pela diferenciação, quando muitas empresas procuram incansavelmente um diferencial em seus produtos, em seus funcionários e em seus resultados; porém, em seu material de comunicação a mesmice é que dita o estilo.

Imagens oriundas de bancos gratuitos na internet, aplicadas em material de Comunicação sem um tratamento que as diferencie bastante da imagem original, oferece uma mensagem logo de cara: padronização. E não importa o conteúdo que está disposto nesse material, pode ser a sacada mais brilhante e diferente já vista, a primeira impressão (e dizem por aí que é a que fica) é de algo padronizado e uniforme. Logo, um desafio para atrair a atenção de alguém.

Por isso, em minha opinião, o único tipo de sentimento que conseguimos despertar em uma pessoa utilizando imagens já vistas, desgastadas e mal tratadas, é o de terror. E se possui alguma duvida em relação a isso, entre no próximo trem fantasma que encontrar e depois nos falamos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Importância da Linguagem na Comunicação Interna

Em Casa de Joana a banda toca assim: - Ô garoto malcriado! Vem cá! Num queria iogurti? Agora toma tudo até o fim, num vai dá pro cachorro não, seu capeta!

Em Casa de Tininha a relação é assim: - Ô meu filho, toma tudinho vai? Você pediu tanto, meu amorzinho, agora tem que tomar até o finalzinho. Você gosta tanto, não é, filhinho?

E agora? Existe uma linguagem mais apropriada que outra?  É possível afirmar em qual casa existe mais amor e mais dedicação? Uma oferece resultados mais positivos que a outra? Para as três perguntas, a resposta é não.

Sei que pode parecer estranho, mas é a realidade. Não podemos definir a aplicabilidade de uma linguagem em um ambiente desconhecido, e em nossos exemplos, não conhecemos a Casa da Mãe Joana e nem de Mãe Tininha, muito menos seus respectivos filhinhos. Logo, impossível um julgamento tecnicamente correto.

As empresas são diferentes entre si, e assim, suas linguagens para Comunicação Interna são necessariamente únicas e próprias. Além de mudarem conforme as transformações do ambiente externo e interno ao quais as organizações estão inseridas.

Desta forma, podemos afirmar que a linguagem adequada é a que está em perfeita consonância ao clima e à cultura organizacional. Por esta razão estamos diante de um organismo vivo, que muitas vezes atua como se tivesse vontade própria, que alcança cenários e desperta sentimentos impensados previamente, que se reproduz e cria novas expressões internas.

Por isso, para se falar internamente em uma empresa, com menos chances de erro de interpretação, é necessário estar dentro desta mesma empresa ou possuir muito conhecimento íntimo sobre ela. E é neste ponto que muitas agências de Comunicação derrapam em seus trabalhos iniciais em uma empresa, principalmente quando produzem o conteúdo e dispõem a linguagem; sem que o material em questão sofra uma grande análise técnica por parte de alguém capacitado e que viva cotidianamente a cultura e o clima da organização.

Gostaria muito de poder, neste momento, dar um elenco de linguagens viáveis e com menos possibilidades de erros de interpretação, mas isso é impossível. Afinal, são únicas.

Pois assim como existe a empresa adaptada à linguagem direta (poucos adjetivos, frases curtas e busca constante por simplicidade e franqueza), existe a empresa que se instalou com uma linguagem sentimental (excessivamente respeitosa, subjetiva e repleta de explicações de causas e efeitos) ou com uma linguagem moderna (uso de expressões do cotidiano, bastante conotativa e com ritmo veloz).

Agora, as identificações destas linguagens anteriores fui eu que dei somente como exemplos (moderna, sentimental e direta). E é importante dizer isso, pois como que se trata de uma questão tão própria e tão particular de cada empresa, cada um pode nomear sua linguagem do jeito que quiser, contanto que faça sentido.

Pode ser linguagem rocambole (positiva, otimista, doce e um pouco enrolada), linguagem telhado de vidro (muito substantivada, transparente, mas com diversos pontos vulneráveis) ou até a linguagem ejaculação precoce (cheia de pontuações e sem uma conclusão final satisfatória).

A verdade é que você pode aplicar a identificação que quiser à linguagem de sua empresa, só não pode é deixar de aplicá-la.  

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Índio quer apito, e brindes também

Uma caravela surge lá no horizonte, depois outra e outra e mais dez. Nelas, vários homens brancos e barbudos olhavam para a praia, linda e assustadora. Estava repleta de seres morenos e estranhos, nus. E nesse encontro de dois universos, absolutamente desconhecidos e diferentes, a comunicação precisava acontecer.
                                                                                                                                                   
Precisamos dar um tempo nesse Descobrimento do Brasil para deixar bem claro que, um dos objetivos primários da comunicação é a sedução. Pois somente uma pessoa seduzidamente envolvida pode se comprometer a realizar algo, e realizá-lo.

Pois bem, de volta à Ilha de Vera Cruz no dia 22 de abril, em meio a gritos em Tupi e em Português, vemos o Almirante ter uma grande sacada para poder se comunicar. Simplesmente, decidiu seduzir os índios, e não há nada que seduza mais alguém – de nativos a nórdicos – do que um brinde.

E foi assim que espelhos, panelas e panos; papagaios, conchas e colares, foram oferecidos reciprocamente e muito bem recebidos entre todos. E cá estamos nós, continuando a nos comunicar, depois de 512 anos.

Um brinde está ligado diretamente ao lúdico, ao experimental e ao infantil. Tente lembrar a última vez em que ganhou um brinde interessante. Lembre da sensação que sentiu. É uma sensação muito próxima àquela alegria infantil do passado, quase sem motivo, mas muito real e palpável. Praticamente dá para pegar com a mão.

O planejamento de um brinde deve ter algumas premissas básicas que surgem da consciência de que se trata de uma ação lúdica. E a partir daí, já partimos com a certeza que precisamos explorar o momento da entrega do brinde, é nele que está o sucesso ou fracasso da ação. Uma entrega mal resolvida nunca possibilitará o alcance do objetivo (brinde no fundo do armário).

Um dos maiores problemas com brindes, que minha experiência aponta, é no que se refere à aplicação de logomarca. Pois incrivelmente o Pantone perde a referência, o azul fica mais pra verde, o preto mais pra cinza e por aí vai. E tem também a forma da logo, que no papel timbrado é ótima, mas em uma caneta sextavada... não sei não, ficou toda torta. Logo, muita cautela nesse momento.

Outro fator de atenção é para o prazo de entrega, pois a gente acaba colocando buffet, gráfica, empresa de brinde tudo no saco de fornecedores e esquece que os prazos são muito diversos. Um brinde demora muito mais para ser confeccionado, e ainda com o agravante que, em algumas datas todas as empresas fazem brindes. Aumento de demanda, aumento de prazo e aumento de preço (!).

Uma premissa muito importante sobre brindes e que ninguém leva a sério é que: não importa o valor do brinde! Esse não é um fator determinante para o sucesso da ação! (É uma pena, mas ninguém entende isso.) Já falamos que o brinde é lúdico por natureza, e a fantasia, o infantil não está ligado a preço. Quantas vezes você não deu um presente caro para uma criança, que acabou gostando mais da caixa do que do presente em si.

A ação de oferecer TVs de 42” como brindes para os funcionários do chão de sua fábrica pode ser um fracasso, assim como oferecer sementes de girassol orgânico para sua diretoria um tremendo sucesso. O valor não determinada nada em relação a brindes.

Ao planejar esta ação é necessário definir duas coisas, a aplicação e o objetivo do brinde. A aplicação está ligada a quem irá receber e o objetivo a quem irá oferecer o brinde. Por isso é muito importante estes fatores serem determinados previamente, para não corrermos o risco de darmos para um padre um Kit de caipirinha, ou lupas para cegos.

Em outros casos, somente um fator destes é atendido, como por exemplo, meu objetivo é divulgar a marca agregando uma ideia de construção e de reforma. Para contemplar este objetivo vou oferecer como brinde um tijolo estilizado com minha logomarca. Ok, objetivo 100% atendido, mas, em um brinde sem nenhuma aplicação.

Esta equação é simples: chaveiro e caneta. Aplicações destes brindes, guardar chaves e escrever com tinta. Objetivos, divulgar a marca em objetos bem presentes no cotidiano e agradar clientes. Se bem que, nessa altura do campeonato, duvido que alguém se deixe seduzir por canetas e chaveiros. Na verdade, acho que nem os índios lá da época do descobrimento gostariam de ganhar isso. Pois criatividade e inovação são outros itens decisivos para o sucesso de seus brindes. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Status do Design

Não concordo que uma imagem vale mais do que mil palavras. Afinal, em uma só palavra pode estar contida a ideia de mais de um milhão de imagens. Por isso vejo muita equivalência entre o valor da palavra e da imagem na história do homem, pois ambas possuem igual importância na tradução do mundo aos nossos olhos.





A palavra se mantém como forma de poder inabalável, desde o início da construção do primeiro ideal de sociedade. E a imagem, muito mais sujeita ao engano e a ilusão, vem ganhando progressivamente seu justo status.

Hoje, em um mundo globalizado, a língua é a primeira barreira encontrada na comunicação, enquanto os conteúdos das mensagens cada vez ficam mais próximos. Afinal, os assuntos e as inquietações da América do Norte estão cada vez mais parecidas com as Latinas, e vice-versa. O que é importante lá, como sustentabilidade, responsabilidade ecológica, lucro desmedido, vídeos do You Tube, etc. também é importante aqui.

Afinal, você seria capaz de acompanhar um chat qualquer e dizer qual a nacionalidade das pessoas envolvidas, descontando o auxílio do idioma? Acredito que não. E a cada dia que passa esta capacidade de identificar as diferenças geográficas entre as pessoas diminui, enquanto aumenta a certeza que estamos em uma aldeia global.

Nossas pinturas indígenas ainda podem ser diferentes em nossos rostos, mas o tambor que ouvimos é o mesmo, seja em Aparecida do Norte ou em Veneza.

E diante de um mundo assim, é através da imagem que a comunicação busca caminhos mais rápidos e eficientes para se estabelecer e fazer as trocas de experiências. Afinal ela é mais imediata e ultrapassa a barreira do idioma com facilidade. E é aí que temos a ascensão do Design como grande fonte de poder e de integração entre as pessoas, com o objetivo definido de aumentar a interação de todos com todos.

Logo, a empresa que não está atenta para este fato e não investe em Design, desenvolve produtos ou serviços para um mundo que não é este que estamos agora. Pois muitas vezes já vi esta disciplina vital ser colocada em mãos estagiárias, sob o pretexto de que qualquer um sabe operar um programa gráfico hoje em dia. Ou então, como é para nossos próprios funcionários, não é necessário fazer esta impressão tão sofisticada. Ou que a partir de agora o Jornal Corporativo será em duas cores, para dar uma folga no orçamento.

Até compreendo que o valor do Design seja de difícil compreensão para um povo que sempre esteve cercado por imensas belezas naturais, e nunca precisou forjar um visual agradável para viver. Afinal, para nós é só abrir a janela e ter uma inundação de verdes e azuis naturais dentro da sala, ou ir para a rua e ver corpos dourados feitos na régua e no compasso.

Mas não será por isso que devemos continuar na garantia da eterna beleza e na facilidade que o improviso nos deu até agora nas questões visuais.

Nossas empresas precisam assumir que a qualidade do design é proporcional a capacidade de entendimento e transmissão da mensagem. Por isso quanto maior a economia no visual de sua campanha interna (ou externa), menor adesão ela terá. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Natal - Evento Conceitual

Historicamente, o Natal não existe como o conhecemos. É uma comemoração cristã baseada em ritos e datas pagãs, desta forma, nessa altura do campeonato, qualquer católico sabe que Jesus Cristo não nasceu no dia 25 de dezembro. E, como acredito não ter leitores com menos de 16 anos, sinto revelar, mas Papai Noel também não existe.

O presépio é uma criação livre, totalmente poética, de Francisco de Assis; na verdade, não foi desse jeito. A árvore de Natal também não tem nada a ver com nada, para nós, brasileiros. Presentes, bacalhau, peru, vinho, compras e promoções, nada disso define realisticamente o Natal. Pois ele é uma abstração necessária, uma criação conceitual do homem.

Aí vemos a força e a importância de um conceito. Afinal, mesmo que você não curta nem um pouco a festa natalina, precisa admitir que ela muda sua vida. Pelo menos em alguns engarrafamentos, em algumas lojas lotadas ou em uma noite de saco cheio diante de reencontros forçados em família. Não importa, em alguma coisa o Natal causa mudanças em seu cotidiano.

Enfim, o Natal é a utilização de conceitos dos mais diferentes possíveis, das mais diversas origens, que consegue causar imensas mudanças de comportamento. Tudo isso em um mesmo momento, em todo o planeta.

Por isso, tendo o Natal como ótimo exemplo, demonstro a importância de conceituar tudo o que for possível dentro da Comunicação Interna, tudo. Se possível, até o próprio setor pode sofrer conceituação de acordo com o momento ou o posicionamento da empresa.

Afinal, conceituar é aumentar a possibilidade de ser compreendido.

Um evento, seja ele qual for, de um café com o presidente à comemoração de 100 anos de liderança de mercado da empresa, pode e deve ser conceitual. E me atrevo a dizer que um evento corporativo sem estar sob a ótica de um conceito é uma coisa muito chata e de impossível recall.

O anúncio de uma pesquisa de clima ou a divulgação de convocação para atualização de dados, pode e deve ser conceitual. Os Canais de Comunicação devem ser conceituais, e também possuírem uma linha de edição muito bem definida. Enfim, quase tudo pode e deve ser conceituado.

Sei que conceituar significa gastar mais no aspecto financeiro e no tempo de execução. Mas seja sincero, o que acharia de um Natal sem Papai Noel e manjedoura, sem pernil e avelã, sem clima de solidariedade e programas especiais na TV, sem feriado e sem anúncios a todo o momento em todos os canais sobre o mesmo assunto, sem pisca-pisca e panetone. O que acharia disso?

Mesmo que este conceito de Natal precise evoluir em algumas questões, acho que não seria bacana que ele deixasse de ser implantado em sua vida. Pois mesmo com toda a economia de dinheiro e tempo que seria feita, a percepção do final de um calendário não aconteceria e seu ano passaria a ter 730 dias. E aí, cadê a real economia de dinheiro e, principalmente, tempo?

Em pleno 2012, ainda precisamos admitir: os conceitos são vitais para nossa vida. E para a Comunicação Interna também.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Entrega de Material Interno

Voltando ao playground para brincar de ligar os pontinhos entre a criança e o funcionário, queria repetir a máxima (do artigo Pedagogia no Endomarketing) que vai permanecer nos guiando por esse texto e nos levará para uma dica – no mínimo - bem inusitada.

Então, repetindo a máxima pedagógica: tudo o que se recebe de forma fácil não tem valor. E se tentarmos desdobrar um pouco mais essa sentença, vamos chegar no popular “dar de mão beijada”. Aí está a dica inusitada: evite ao máximo entregar materiais de Comunicação Interna nas mãos de seus funcionários.


Você já parou para reparar como fica o salão de um evento no seu final (festa infantil, casamento, ou até mesmo um evento corporativo), mais precisamente o chão desse salão? Ele fica repleto de materiais de Comunicação, lembrancinhas, papéis, doces e mais tudo o que se imaginar. E qual a razão disso? Veio fácil, veio na mãozinha, eu não paguei nada, não precisei fazer nenhum esforço, só estender a mão; em resumo, o custo fica sendo muito baixo. E se o custo é baixo, temos a tendência de achar que o valor também é.

Por isso, quando um material de Comunicação Interna ou Externa, um brinde, um informativo, uma revista ou um jornal corporativo é deixado na mesa de trabalho, enviada para a residência ou colocado em um display disposto em local estratégico, para que os funcionários retirem o seu exemplar; o grau de atenção ao conteúdo, e de compreensão e reação à mensagem aumentam enormemente. Enquanto, proporcionalmente, o descarte do material diminui. E as lixeiras agradecem.

Bem, não só as lixeiras, mas também o pessoal da limpeza e da Comunicação Interna. Que não vai precisar de uma grande pesquisa para mensurar isso que acabei de falar. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Pedagogia no Endomarketing?

Manter-se equilibrado nesse mundo é um desafio, criar outra pessoa é uma missão quase impossível. Um filho é praticamente um exame, uma prova perpétua que você aplica a si mesmo, todos os dias. Muitas vezes nota 10. Algumas outras ficamos abaixo da média. O que fazer?

Uma das coisas a não fazer é fazer todas as vontades do rebento (pode ler a frase de novo, ficou complicada mesmo). Bem, isso se você não quiser ter um monstrinho dentro de casa. E é bem fácil compreender a evolução desse ser, tudo começa e se encerra na questão da facilidade, tudo o que se recebe de forma fácil não tem valor.

E fazendo todas as vontades de uma criança, na verdade você está condenando uma pessoa a não ter interesse nas coisas da vida, pois nada terá valor mesmo...

Indo para o Endomarketing, eu sei que uma empresa não deve nunca infantilizar seus funcionários ou duvidar de suas capacidades de interpretação, enfim, funcionário não é criança. Afinal, nos momentos mais críticos você precisará de um adulto, com atitudes maduras e assertivas; e nunca uma criança, insegura e medrosa.  

Mas, em alguns momentos, em alguns poucos momentos, a Pedagogia liga os pontinhos com o Endomarketing. E a forma de tratamento que se dá a uma criança se encaixa, perfeitamente, na forma que se trata um funcionário.

Uma delas: nunca, em hipótese alguma, a empresa deve dar algo a um funcionário, tudo é realizado na base da troca. Comprometimento irá render um cardápio melhor em um dia da semana. O alcance da meta vai possibilitar o convite para mais um acompanhante no evento de fim de ano. O cuidado com os eletrodomésticos do refeitório poderá impulsionar a colocação de uma TV no ambiente. O seu salário ser creditado todo dia 5 em sua conta, sem que você tenha que enfrentar filas ou atrasar o pagamento de suas dívidas, é por conta do seu trabalho ser bem feito todos os meses.

Então, pessoal da Comunicação Interna e do RH, risquem de seus dicionários o verbo dar. Coloquem em seu lugar a expressão contrapartida. Esqueçam a idéia do oferecimento e a redesenhem com o sentido de correspondência.

Pense naquela empresa que dá tudo de mão beijada para seu funcionário, o que na verdade ela está fazendo? Criando monstrinhos mimados, filhotes da negligência e do descaso, que ela nunca poderá contar nos momentos difíceis. E o pior, pessoas totalmente desinteressadas, que darão valor a poucas coisas em seu trabalho e em todo aquele caminhão de benefícios, estacionado em sua vaga reservada na empresa.  

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Copa do mundo e Olimpíadas no Rio: a hora é agora!

Chegou o momento do Brasil se preparar para a visita do mundo. Esse é o instante certo para começarmos a levantar os móveis, sacudir os tapetes e arrumar a casa toda, agora é a hora! Pois não vai adiantar aquele papinho bem brasileiro com gringos de, não repare a bagunça, é casa de gente humilde, pode entrar que a casa é sua... infelizmente, isso não funciona com eles.

Precisamos de empresas engajadas, com um corpo funcional forte, preparado, que saiba o que faz, para quem faz e como faz. Nossos funcionários precisam saber, em primeiro lugar, quem são. O que é ser brasileiro nos dias de hoje, o que esse povo conquistou nos últimos anos, o que o nosso governo representa agora para o mundo e aonde queremos chegar.

Talvez, jamais na história desse país, as empresas puderam contribuir tão definitivamente para a organização dessa casa bagunçada, e se beneficiar dela também, é óbvio. Faca e queijo na mão. De um lado um povo orgulhoso, satisfeito, mas também mal informado e, por isso, em expectativa. E do outro lado, um vazio enorme. E então, quem vai sair na frente e oferecer essas respostas, agora, que todos querem?

As empresas precisam entender que esse é o momento de começar a mostrar ao seu público interno o tamanho dos eventos que irão acontecer nesse país, o tamanho do mundo que irá entrar por aquela porta, o tamanho da organização e preparação - inéditas - que precisaremos ter e como todos nós poderemos ganhar com isso. E também o que precisaremos fazer, enquanto empresa e enquanto brasileiro, para que isso determine um marco de mudança fundamental para esse país. E assim para sua própria vida.

Na prática, precisamos de setores de Endomarketing planejando, setores de Eventos criando, Canais de Comunicação Interna falando sobre o assunto e setores de Publicidade e Marketing já ocupando seus espaços na mídia e na sociedade. A hora é agora! Temos um continente de assuntos a discutir, eleger, projetar e definir.

Vamos por qual caminho? Vamos entender, explicar e mostrar a beleza de nossa natureza, sua eficiência medicinal ou sua importância para o planeta? E a água que corre em nossos rios? E nossa gastronomia, uma das melhores do mundo? E nosso clima tropical? E nossas escolas de samba, exemplos de total perfeição administrativa? Vamos continuar mostrando nossas mulheres e suas bundas como potência? Onde tudo isso ficará nessa história?


Pequenas, médias e grandes, todas as empresas serão impactadas com essa invasão do planeta, de olhos bem abertos, em nossas terras. E não é por que conseguimos sobreviver até aqui na base do remendo, sem planejamento social algum, que conseguiremos dar conta desse recado sem nos estruturarmos, agora.

Tudo bem, admito que o povo brasileiro possua em sua personalidade uma boa dose de criatividade e improviso, afinal, somos um povo que joga sempre no ataque. Mas, isso também nos dá por consequência outra forte característica: somos um povo que quando deseja, quando sabe que chegou a hora, coloca as coisas em prática.


Avante, empresas do Brasil!